segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O país dos presos políticos, da extrema miséria e fome




Onde há presos políticos não há garantia
De liberdade e de democracia
É a desgraça de Angola a cada dia
Que da sua população faz razia

Povo esfomeado
É povo atormentado
É povo desesperado
É povo abandonado

A cada ano que passa
Mais aumenta a nossa desgraça
Como punhal que nos trespassa
Dos conluiados na trapaça

Lá vão os esfomeados
Pela corja dos políticos aldrabados
Lá vão eles condenados
Para os barcos dos refugiados

Angola onde ninguém já se aproveita
Angola dominada por mais de uma seita
Neste reinar da imbecilidade
Onde já ninguém fala verdade

De quarenta anos desesperançados
Na mesma música do fomos libertados
Mas há muito no mar da fome afogados
No navio sem governação naufragados

Festeja-se a fome no palácio presidencial
Nunca em Angola se sonhou tal ritual
Naquele palácio todos os dias são natal
Nunca se desejou à população tanto mal

Não havendo mudança
Perde-se a esperança
E como nada está a mudar
As nossas vidas a fome vai acabar

Um país de presos políticos não é soberano
E isso é um pérfido engano
E assim lá vamos mais 40 e mais um ano
Que o cerco nos liberte do poder leviano

É a fome generalizada
Dela só uns poucos escaparão
Os da família consagrada
E milhões morrerão

Na requalificação dos esfomeados
Até petizes de dez anos são baleados
Os seus bens espoliados
Pela constituição dos renegados