segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Os presos políticos da grande sinfonia da fome





A política da terra queimada
Não resolve nada
Presos políticos no Estado falido
Que definitivamente está combalido

A orquestra sinfónica da fome ensaiava
Para os esfomeados tocava
Dos acéfalos políticos orquestrava
E ninguém se salvava

No petróleo em alta todos nadavam
No dia de amanhã não pensavam
Vem aí a grande debandada
Não se sabe fazer mais nada

A terra fingia-se de lavrada
A abastança do petróleo comandava
Agora lutarão entre si na terra enlutada
Tal gente endemoninhada

Falsos defensores do povo na oposição
Tudo fazem para enredar a população
Apenas querem o poder de ocasião
Tirar um pôr outro é uma substituição

Um intenso sofrimento me acompanha
Dos quarenta anos da campanha
À moda norte coreana
Eis os feitos de gente tacanha

Onde ser político é muito fácil
E por isso é só asneirada
Perante gente tão vil
Não é possível viver na canalhada

Sem alternância de poder não há democracia
É governar como um concurso de ludologia
Poder de prazo nunca expirado da melancolia
Do abraço final da fome na nossa agonia

Também já passo fome mano Zé
E então como é
Esse partido político da fome
Que sem misericórdia nos consome

Quem é que se vai confiar nesta gente
Tão falha de valores morais
Essa religião tem muito descrente
Extinguiram-se os valores sociais

A grande sinfonia da fome caminha
O silêncio da Igreja e igrejas é sepulcral
Sob o que resta da nação que definha
É estável (?!) a situação política e social