sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O Cavaleiro Luaty e Mana Laurinda na Demanda da Santa Corrupção (13)



Se não pensares no dia de amanhã, não vale a pena viveres.
O Governo deve rever de imediato o Orçamento Geral do Estado, sob pena de enfrentar a fúria da população. (Abílio Camalata Numa, político da Unita)
De um português em Angola: As coisas não estão muito boas, mas também não há motivo para alarmismos.
E o prémio nacional de jornalismo não partidário vai para o jornalista Carlos Rosado de Carvalho, do jornal Expansão. Para o jornalista, António Festus, da Rádio Despertar, e para os jornalistas do Folha 8, António Setas e William Tonet.
Os meus eleitos do ano: Ministro do ano, Batista Borges, ministro da energia e águas. Literatura, José Eduardo Agualusa. Político do ano, Sediangani Mbimbi, do partido PDP-ANA- Partido Democrático para o Progresso-Acção Nacional Angolana. Todos os presos políticos. Jornalismo investigativo, Rafael Marques de Morais. Mulher do ano, Miahela Weba. Rádio do ano, Rádio Despertar. Outro eleito do ano, o advogado David Mendes.
E coitadas das árvores, não foram podadas e com o peso da água da chuva acabarão por desabar. É ver tudo a esperar desabar, a se arruinar. Angola a desabar e o governo a descansar de muito trabalhar.
Trabalhadores da TCUL- transportes colectivos urbanos de Luanda, estão em greve porque há nove meses não recebem os seus salários. O governo – a desabar – mantêm-se em silêncio. Entretanto, os trabalhadores ameaçam entrar em greve de fome. (Rádio Despertar) Salários para os trabalhadores não há, salários para os corruptos… há sempre.
Com os seus presos políticos até gora injustificados, Angola torna-se no principal país da infâmia mundial.
Um homem que faz tudo sozinho é mal aconselhado, é um homem derrotado.
Os exércitos de famintos já se movimentam. Claro que as crianças são as principais vítimas.
Podemos retirar de Angola todas as riquezas para o nosso sustento. Isto é, retirar as riquezas do solo e do subsolo que depois de transformadas são a nossa miséria e a nossa fome.
A repórter da TPA- televisão do “partido” de Angola, está na Ilha do Mussulo e pergunta a uma jovem se está contente por passar o fim do ano. A jovem responde que habitualmente passa todos os fins de ano no Mussulo. E a repórter pergunta-lhe se é a primeira vez que vem passar o fim do ano no Mussulo.
O xerife de Notthingham subiu outra vez os preços dos combustíveis, o gasóleo ronda os cem por cento de aumento. Antes, desde 01 de Maio de 2015, estava a setenta e cinco kwanzas, desde o dia 01 de Janeiro de 2016 passou para cento e trinta e cinco kwanzas. A gasolina que antes estava a cento e quinze kwanzas agora está a cento e sessenta kwanzas o litro. Aguardo com ansiedade que o Robin dos Bosques nos salve, pois que as nossas vidas estão em perigo. E como se continua sem contabilidade, quando ela agora se torna imprescindível – os corruptos não querem nada com contabilidade, preferem destruir Angola e também a eles, pois pelo turbilhão de Angola serão arrastados – devido ao rigor dos gastos e dos custos que a penúria financeira exige, Angola torna-se num país maldito. Os assaltos atingirão níveis jamais vistos ou sonhados acompanhados pela mortandade também jamais vista. A miséria e a fome originarão os temíveis exércitos de famintos. E não será verdade o que dizem: “Não se metam com o Mpla!”. Na verdade será melhor dizer: Não se metam com um exército de famintos porque a sua fúria é incontrolável. Creio que o que há a fazer é “cagar” nos partidos políticos da oposição e criar um movimento de salvação nacional que congregue todos os cidadãos para que a fome não nos carregue para os seus celeiros sempre vazios.
2016, o ano do caos. Chegou o primeiro dia do ano da desgraça de 2016. O exército de famintos aglomera-se na república dos famintos de Angola. Com o aumento dos preços dos combustíveis num estado falido pelo esbanjamento da realeza, onde os preços sobem constantemente, ontem a embalagem do fumo para mosquitos que estava a duzentos kwanzas, subiu para duzentos e cinquenta kwanzas. Se a população já não podia suportar mais nenhum gasto, - onde pára a cebola?!, os asiáticos carregaram-na para os seus países?, pelo que parece também serve para especular – agora com mais este aumento dos combustíveis é o caos total e completo. Mas o país não parece na penúria porque se ouviram as habituais explosões dos fogos de artifício de fim de ano. Então, há ou não há dinheiro? Quer dizer, os fogos de artifício são para uso exclusivo dos príncipes e das princesas deste reino. É necessário manter a vida faustosa da minoria palaciana. Há que extinguir ministérios e similares para se conseguir dinheiro, mas a corte do rei sol não aceita isso e condenará à morte quem se lhe opor sob a acusação de traição ao rei.
De um amigo perito: “O preço (do barril de petróleo) abaixo dos 40 dólares é impraticável para as empresas.”
Mwangolé! As forças políticas medíocres estão contigo.
Corrupto amigo, o povo parece estar contigo!
O general, Pedro Neto, presidente da FAF- federação angolana de futebol, disse que nas folhas de salários há vários trabalhadores que nada fazem e recebem os salários sem trabalhar. E que isso monta a noventa mil dólares mensalmente. Pergunto: quantos mais milhares existirão nessas condições? E ainda mais pergunto: quando é que se acaba com este comunismo que nos corrói as almas, que reduz Angola a uma partícula que nos domina, que como num núcleo atómico se prepara para a grande explosão atómica do tal pesadelo de uma sociedade sem classes, que para existir necessita da classe do poder, a tal classe que nos conduziu ao primitivismo da história.
As famílias são o suporte de uma nação. Em Angola os seus alicerces são a corrupção.
A maior calamidade que nos acontece, é o não confiar em ninguém, porque os que nos dominam estão muito carregados de primitivismo.
A vida não tem sentido. Tem um, conseguir dinheiro para não morrer de fome.
Quando a visão é curta, os horizontes da democracia, da liberdade e das ideias são inacessíveis.
As frutas da árvore da democracia estão maduras, podem ser colhidas. Lamentavelmente não há democratas para as colher e assim elas vão apodrecer.
Outro mártir da intolerância política e da repressão do desespero do caos de Angola, é Marcos Mavungo, preso político em Cabinda sem acusação, sem lei, à espera que apodreça, sucumba na prisão, porque é esta a liberdade de expressão consagrada na constituição.
Quem dirige a economia de Angola e logo o poder, são os chineses, os paquistaneses, libaneses e indianos. E por isso mesmo Angola é por vontade própria trincheira firme dos asiáticos em África.
E há sempre alguém que olha com satisfação para o descalabro de uma nação. Porque dirigindo-a como se fosse um bocado de terra de propriedade pessoal, pouco lhe importa quem nela vive, porque como um senhor feudal quem morrer que morra e daí nada de anormal, pois quem manda com poderes absolutos, desde que no seu solar não lhe falte nada porque as manadas de escravos famintos nada têm a reclamar pois é delas a morte.
Mas que ilusão essa pretensão de nos quererem libertar do colonialismo pois que afinal para outro caminhavam sempre acompanhados de massacres. No colonialismo os povos não tinham direitos e com a independência também não têm. Massacram-se povos em nome da independência e do fim do colonialismo. Na generalidade a classe política é corrupta porque perdeu a capacidade de fingir, perdeu a noção de mentir.