terça-feira, 15 de março de 2016

Banco do garrafão, um banco para todos os angolanos



Preparado para fugir
Porque Angola já esta a falir
A desabar, a ruir
No abismo da idiotice a cair

Os bancos dizem que não têm divisas
Há uma estratégia de luta contra a crise
O atirar com o fardo para cima dos pobres
Para que os poucos ricos fiquem leves

É o tempo do não confiar nos bancos
Se pretexta para que não haja dinheiro
Antes era o estamos sem sistema
Agora é o estamos sem divisas

A grande desgraça da fome avança
Mas não, que está tudo controlado
O exército de famintos engrossado
Daqui a poucos meses se verá o fim

Angola onde só se vive de desonestidade
Do poder não se sabe quem fala verdade
A fome já é um facto indesmentível
E nisso a informação do poder é risível

Custa a acreditar
Como a corrupção é tão vulgar
Os honestos são para eliminar
Os desonestos são para louvar

Angola a descambar
O poder a descansar
Angola vai parar
Já está a descarrilar

Os famintos engrossam as fileiras
Do exército formado
Povo abandonado
É povo vampirizado

Nas instituições não dá para confiar
Esta Angola está a abortar
Isto não dá mais para aguardar
Chegou ao fim que se vá lixar!

Afinal para que servem as instituições
Para que servem os bancos
Para que servem os serviços de saúde
O caos económico tomou conta de Angola!