terça-feira, 29 de março de 2016

QUARENTA ANOS DEPOIS



No princípio era um mar de maravilhas
Pouco depois deu lugar a ilhas
Do horrível comunismo
Ao selvático genocídio do capitalismo

40 anos depois resta uma floresta sombria
Que nos aterroriza de noite e de dia
A desgraça sempre se anuncia
Dos presos políticos se faz razia

Em Angola nascer
E pouco depois morrer
Corrupção institucionalizada
Em cada corrupto faz morada

É só corrupção
Deles o ganha-pão
E a Igreja faz sermão
E falsa repreensão

Corrupção o celeiro da nação
Quando só se vive para a corrupção
E para a população não
É a vulgar história do vilão

40 anos depois Angola é cemitério
Um gigantesco necrotério
Sempre na confrontação permanente
Com a população indigente

Os pilares desta nação
Estão corroídos pela corrupção
As infra-estruturas também estão
Está tudo desolado sem chão

Porque é que o mwangolé é notavelmente
Tão corrompido facilmente
E sempre assim sucessivamente
Como numa câmara-ardente

Onde a religião se intromete
Tudo se derrete
Sociedade totalmente desintegrada
Sem nenhum valor, depauperada

Os médicos abandonam os hospitais
Voam para a China com os seus capitais
Para revenderem
Para sobreviverem

Para os hospitais/matadouros se erguerem
E os animais/pacientes a falecerem
Há dinheiro para esbanjar
Angola fabrica cadáveres, está a acabar