quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A DIVERSIFICAÇÃO DO CAOS ECONÓMICO



República das torturas, das milícias e das demolições

Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.

Angola só tem reservas líquidas para 182 dias de importação.

Se ninguém tem ideias ninguém se entende.
Onde há muita cobardia a opressão faz razia.
Há governantes que são hábeis criadores de abismos, e neles se extasiam quando para lá atiram as populações.
E aquele idoso a pensar que quando deu a sua juventude em defesa da pátria, trabalhou imenso, sábados, domingos e feriados, estudou imenso para se formar bem profissionalmente, dedicou-se inteiramente à sua profissão com zelo e muita dedicação, e agora chegado na velhice é abandonado por aqueles que juraram que a miséria e a fome nunca mais, que a liberdade e a democracia seriam efectivas e exemplares. Isto dá para lançar uma espécie de maldição: que todo o mal que fizeram, as vossas vidas muito pior acabem. Que nunca tenham paz, ámen!
fonte da Sonangol, adiantando que, depois de ter aberto uma linha de crédito de 15 mil milhões de dólares, o CDB-China Development Bank recusou-se a proporcionar um novo empréstimo. O semanário português diz ainda que o mesmo tinha acontecido com bancos norte-americanos.
Na má política o que é necessário é apresentar falsas promessas para depender de falsas ilusões para criar falsas expectativas. O que interessa é apoiar para saquear.
Dizem os amigos da nomenclatura angolana, muito em especial o português Paulo Portas que, “os problemas de Angola competem aos angolanos resolver.” Claro que aprendeu com os chineses, só pode. E eu acrescento que, “ o saque de Angola não compete aos angolanos resolver.”
Finalmente já consegui decifrar a frase do Apocalipse bíblico, de que o fim está próximo. Na realidade significa que o fim de Angola está muito próximo.
E o executivo mesmo em período eleitoral continua com a sua façanha de demolir casas e outras demolições como as económicas e financeiras, criando feroz descontentamento nas populações. Mas o executivo está muito tranquilo porque sabe de antemão, quem não sabe?, que as eleições estão antecipadamente ganhas pela folgada margem dos quase cem por cento de votos. Viva o M! Viva!
Há pois, são sempre os mesmos a falar da mesma coisa.
Digam-me como é possível num país totalmente dominado pela corrupção ter eleições livres e justas. E não há ninguém que explique isso aos “pitosgas pataratas” da oposição?
E a tal propalada crise devido à baixa do preço do petróleo, isso não é verdade porque a crise deve-se à corrupção. Existindo corrupção existirá sempre crise.
Como é possível um país ter apenas um herói nacional. Em Angola é possível.
Nos mercados, os fiscais partem as bancadas de venda das mulheres, porque ávidos de dinheiro, sitiados pela fome ela aperta o cerco sem dó nem piedade, é a vingança contra quem não lhes pode dar dinheiro, devido à crise que há quarenta anos persiste, e ninguém sabe quando e como acabará. É a vida de festas, mulheres, álcool, querer ser chefe, feitiçaria e corrupção. Perante tal cenário o angolano isola-se cada vez mais do investimento estrangeiro, deita-se nas mãos do dinheiro chinês que não tem problema nenhum, quer também carregar o espólio colonial muito rápido antes que venha a tal revolução da libertação. E o angolano irremediavelmente só prepara-se para a morte, a única garantia de vida que lhe resta.
Com rádios, televisões e jornais de falsas propagandas não admira que a população seja analfabeta. Mas é assim mesmo que se pretende, quanto mais burros melhor, para governação pior. Parece que não, mas ainda se vive sob a bandeira ideológica do comunismo, porque o partido faz o que quer, não dá cavaco a ninguém. O povo não existe, e quem o tenta despertar é-lhe dada ordem para o caçar.
Na realidade estamos sob o chumbo de três poderes: um partido dos homens que não largam o poder, o poder da Igreja e das igrejas e o poder dos estrangeiros, e isto é escravidão a mais.
Creio que parece uma loucura total e completa, não faz sentido, é totalmente incompreensível, sem produção interna, nem um botão se produz, agora é a recarga do telefone de 900, passou para 1.250.00 kwanzas. Aumentar os preços de tudo com taxas disto e daquilo. Sem produção interna é impossível, só dá para uma minoria, sempre a mesma. Os despedimentos continuam porque as empresas estão na falência. Quem ainda consegue trabalhar para receber o seu salário é um problema. E quando o salário chega já não dá para pagar as dívidas. Depois deste caos económico vem a ruína de algo que se chamava Angola.
No cemitério o morto foi enterrado, e os acompanhantes da sua última morada saíam dando a última despedida. Restaram apenas dois senhores e uma senhora que não arredava pé. Intrigados os dois senhores perguntaram porque ela não saía, porque não se ia embora, ao que ela respondeu que, “ estou aqui à espera que vão todos embora para eu apanhar ossos do cadáver, moê-los e juntá-los na minha fuba para que ande, se venda bem.
Convém também lembrar que a mandioca amarga, a kaluenda, pode levar à morte.
Onde há muitos sacerdotes, há muita miséria espiritual, moral e social, e sobretudo muita fome, porque os sacerdotes a isso incentivam porque é o melhor caminho que lhes permite sobreviver. Melhor dizendo, sem essa miséria que eles fabricam não sobrevivem. E pregando o nome de Deus aos carneiros, qualquer patife disfarçado de sacerdote enche o seu estômago e o da sua casa.
A melhor aposta da independência de Angola foi o apostar na miséria humana. Mantêm-se a indiferença pelas banalidades das carnificinas que depois da guerra do Vietname, a extinção dos africanos, etc., não, não há indiferença, há é uma abismal falta de liderança. Os cérebros das pessoas não funcionam, estão comandados, hipnotizados por controlo remoto.
Diversificar a economia é diversificar o saque de Angola. Corrupção e saque comandam Angola.
Economista Alves da Rocha no Lubango: “ não há diversificação da economia.”