sexta-feira, 21 de outubro de 2016

SEITAS SATÂNICAS



República das torturas, das milícias e das demolições

Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.

Angola só tem reservas líquidas para 183 dias de importação.

E eis-nos governados de Cabinda ao Cunene pelo Estado das seitas satânicas.
Há governos que actuam como se fossem seitas satânicas.
Escondidos nas igrejas sob o disfarce de sacerdotes, eis os satânicos que exercem as suas actividades em nome de Deus, a CEAST, Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, chama-lhes igrejas satânicas.
Sinto-me como um judeu num campo de concentração de Satã. Também me sinto satanizado pela invasão das igrejas satânicas.
O satanismo comanda a nossa vida.
De um transeunte ao telemóvel, “mas como é que ele vai despedir quarenta e sete trabalhadores sem indemnização? Ele não pode despedir assim!” Claro que não porque isso é satanismo.
Espero que perguntar não ofenda, o que parece que por aqui ainda é um risco, como de repente ser arrastado pela areia movediça da intolerância, mas, porque só a Unita faz réplica do discurso sobre o estado da nação e os outros partidos não o fazem porque não têm “capacidade” para tal?
No zango 4 em Viana, arredores de Luanda, e creio que nos outros também, há inundações constantes porque há moradores que deixam as torneiras abertas e quando a água chega inunda tudo. No início os funcionários da EPAL acreditavam que isso fosse da chuva, mas depois de desconfiarem que não, investigaram e descobriram a causa. Quando o vizinho perguntou ao outro o porquê das torneiras abertas vinte e quatro sob vinte e quatro horas nas calmas ele respondeu que, “ eu pago a água que consumo.” Como alguém disse, “eles gostam assim.” São muitos a destruir Angola e muito poucos que a constroem. Eles gostam assim.
A grande desgraça de Angola chama-se petróleo, e a sua inseparável amiga chama-se corrupção.
As poderosas vias do desenvolvimento de Angola são o alcoolismo e a feitiçaria, que têm como assessora a corrupção.
Ler é sobreviver.
Durante quase a última semana da crise sem água, um português pediu a um segurança para lhe comprar água mineral. Como ele estava a lavar um carro, encheu algumas garrafas de água do balde, entregou-as ao português que lhe pagou e pouco depois exclamou, “um gajo tem que ficar esperto, tem que saber abrir o olho!”
“Os pobres farão a guerra dos ricos.”
Há os presos políticos e há os presos da política da fome.
África, o continente das farras.
Conversa de bancários: “ o défice, ano após ano mantêm-se negativo, depois aguarda-se pela desvalorização e está o problema resolvido.”. 
Um jovem foi apanhado em flagrante a roubar um vulgar frasco de vinagre no minimercado Pomobel. Chamaram os polícias que rápidos apareceram. Carregaram o jovem para a esquadra mas pouco tempo depois reapareceram. Obrigaram o jovem a sentar-se em frente do estabelecimento, algemaram-no, depois obrigaram-no a ajoelhar-se, pontapearam-no várias vezes, e em seguida fotografaram-no e reconduziram-no à esquadra.
Hoje entrei em profunda amargura porque o meu pequeno rádio de pilhas, o meu fiel companheiro de há vinte e cinco anos deixou de funcionar, isto é, o som como que borbulhava. Agora é que estou bem lixado, vou ficar sem ouvir os noticiários da Rádio Despertar, sem mais nada para me informar. Desmontei-o, vi as peças com uma lupa e conclui que aparentemente estava tudo bem. Desapertei o parafuso do botão do potenciómetro, atirei-lhe com um cheirinho do penetrol da Sonangol, recoloquei o botão no lugar, esperei algum tempo, experimentei, estava tudo ok, mas não, voltou ao passado. Então, desliguei e liguei várias vezes o botão do som para que o penetrol limpasse a sujeira e a humidade… e resultou, voltei a ter rádio.
A maior desgraça de Angola foi mentir aos angolanos que seriam independentes. Já lá vão quarenta e um anos e a independência continua um satânico pesadelo. 
A desinformação é como o álcool, embebeda as mentes. E por isso mesmo não surpreende nada que Angola seja uma nação alcoólica.
Miséria e fome são o que resta deste latifúndio.
Há angolanos que de angolanos não têm nada, muito longe disso. Fingem que o são para espoliarem os verdadeiros angolanos.
Sdiangane Mbimbi denunciou que em muitos bairros de Luanda não há registo eleitoral.
Não é o povo angolano que é burro, os políticos é que são burros.
Até ao dia 03 de Outubro de 2016, o banco Millennium-Atlântico, esteve mais de vinte e quatro horas sem sistema. Será que serve de desculpa porque não têm dinheiro? É o que dizem por aí.
Creio que já não existem pessoas porque não respondem às mensagens que lhes enviamos por todos os meios de comunicação.
Está tudo muito cinzento, vê-se muito nevoeiro.
Numa vontade corrupta não há vontade política.
Angola não tem cérebros, só tem políticos e um exército de doutores e de bajuladores.
Agora é a epidemia da dengue, e depois qual epidemia se seguirá? A de que Angola fixou sem sistema?
Entre comadres: “O nosso presidente José Eduardo dos Santos é muito bom, gosta muito de nós. Havia praí um movimento com uma potente bomba para nos matar, quer dizer, ninguém ia escapar, e ele conseguiu salvar-nos. Ele é mesmo bom, não é?”
E creio que há por aí muita boa gente que está na política apenas para passatempo.
Com um exército de desempregados cujas fileiras não param de aumentar, para conseguir dinheiro só por artes mágicas, o dinheiro não chega para sustentar os preços da comida que não param de subir, como é possível pagar mais impostos e taxas que todos os dias se inventam. Uma coisa é certa, sem produção interna é fingir que há diversificação da economia. Angola vai para a bancarrota, ai vai, vai!
E Deus votou em nós do M, elegeu-nos para mais um mandato. E quem Deus faz vencer é invencível, não há forças políticas que o domem, que o derrubem porque quem Deus faz governar é eterno.
Uma das minhas vizinhas tinha um minimercado que também funcionava como mini bar. Não aguentou, faliu porque conforme disse, como se não bastasse estar às moscas devido à crise, os empregados roubavam-lhe os produtos e, coitada, fechou as portas. É mais um estabelecimento comercial que se perde, é mais miséria acumulada e demais gente desempregada.