quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ANGOLA, MAIS UMA PILHA DE CADÁVERES?


República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.

Angola só tem reservas líquidas para 205 dias de importação.
“O mundo civilizado tornar-se-á nada mais do que uma pilha de cadáveres?” Papa Bento XV (1854-1922) referindo-se à Primeira Guerra Mundial, e que até aos dias de hoje não necessita de comentários.
Quando sinto saudades dos entes queridos que na sua jornada eterna onde há muitos anos que eles e nós não nos vemos, e que viajam por aí, nunca se sabe onde estão, excepto na morada do nosso coração. Pai, mãe, irmãos, filhos, outros familiares e amigos, que quando vivos estavam presentes na maravilha de ser humano. E depois deixamos de os ver para sempre, restando o intenso amor da sempre carinhosa recordação da sua presença que nos consome, faz chorar, ferir de extrema saudade o nosso coração. Nascer, viver, morrer, como uma passagem de nível de comboios: pare, escute, olhe. Creio que a vida não tem nenhum sentido. 
Os inquisidores do comité de especialidade dos jornalistas da TPA, entrevistaram, massacraram Abel Chivukuvuku, que não esteve bem porque repetiu as mesmas palavras dos discursos que nos adormecem, a corrupção, a má governação… o verbo encher. Nem uma palavra sobre os presos políticos. Acho que se distraiu. Creio que se espalhou quando respondeu à pergunta sobre como acabar com a bandidagem, Abel respondeu que para acabar com isso tem que se urbanizar e depois acabar com a fome. Acho que não é bem assim, porque primeiro tem que se acabar com a doença epidémica que nos governa, depois criar empregos, o resto virá naturalmente. Sem produção interna e com a corrupção a dirigir, não há salvação.
E sobretudo não façam publicidade no jornal Folha 8, Rádio Despertar, façam-nos de proscritos porque eles não são angolanos, não são patriotas porque estão ao serviço da democracia.
A Igreja de Angola vive na intensa luz da corrupção, e o papado nada faz para que ela se demita, para a condenar. Isso sugere que a Igreja de Angola, e por extensão a Igreja de África não existem, apenas estão aqui e na África para saquear em nome de Deus.  
Para o ser humano ludibriar, dinheiro do próximo sacar, inventou uma coisa a que deu o nome de Deus. E à conta disso essas tempestades enchem-se do dinheiro alheio. E quando se aliam a governos corruptos numa parceria estratégica político-religiosa, ah, então é o fim da humanidade. Onde a igreja e as igrejas estão, surge o mar da desolação. A Igreja e as igrejas são o demónio que usurpa a terra, que aniquila as nossas vidas. Esta é a república das demolições onde tudo é demolido, mas onde se conserva e defende tudo o que é corrupto. Até hoje nenhum corrupto foi demolido. É assim que a Igreja e as igrejas têm permissão para dizimarem povos. Na verdade vos digo meus irmãos que essas actividades religiosas têm um comportamento de polícia secreta, assim tipo uma Gestapo oficiosa. Evangelizar é pois semear para os frutos do inferno apanhar.
Esta Angola mais parece uma ilha cercada de campos de concentração religiosos por todos os lados.
Em tudo o que fizeres, ou aguardares por decisões, conta sempre com a maldade humana, aqui então é o fim, e não terás, não serás surpreendido por desgostos.
Jornal de Angola e TPA, os símbolos da liberdade de imprensa.
Os governos ditatoriais são como os padres que dizem que na Igreja não há, nunca houve pedófilos. Como os alcoólicos que dizem que não bebem. Como os que fumam que vão já deixar de fumar. Como os gatunos que dizem que não roubam. Como os corruptos que dizem que o não são. Os governos do autoritarismo dizem constantemente que são democráticos.
Um mais velho já quase nos sessenta anos está com problemas de saúde porque faz alguns anos que partiu um braço que foi mal curado e necessita de uma intervenção cirúrgica, mas o médico não o quer operar porque o sangue está cheio de álcool.
De um amigo português recém-chegado de férias em Portugal: “os cigarros SL estão a ser carregados de Angola e vendidos em Portugal.”

Poema de um poeta muangolé para a sua amada: “És a única flor no árido deserto de Angola.”