quarta-feira, 26 de outubro de 2016

RÉPLICA AO DISCURSO SOBRE O ESTADO DA NAÇÃO



Os desempregados estão
De plantão
Os corruptos roubam-lhes o pão
E dizem que é assim na nação

Os desempregados o que farão
Para se libertarem da corrupção
Maltratados sob a imposição
Do poder da escuridão

Morte à população
Ordenou o patrão
Há muito na solidão
No palácio da exterminação

Os políticos da oposição
Falam, vociferam em vão
O poder os afugentarão
Cão que ladra não é salvação

A Igreja desfia o seu sermão
Despeitada pelo corte do quinhão
Já não consta da lista do filão
A santa pedofilia beatificarão

Faminta a criança estende a mão
E o corrupto: sai daqui, senão!
A Polícia arrasta-a para a prisão
E no navio dos escravos a soldarão

O preço do petróleo subirá
Mas como, se descerá
Por completo a nação falirá
E tudo isto se espatifará

O poder as eleições ganhará
A corrupção vencerá
A repressão não descansará
Angola juncada de cadáveres estará

Se já se sabe quem é o vencedor
Então para que serve o eleitor?
Para engrandecer o seu senhor
È outro Cristo nosso salvador

Greve a oposição não consegue fazer
Após as eleições tudo se vai resolver
Uma vida maravilhosa vamos ter
E que até os cegos vão ver

Angola está condenada
Dela não se espera mais nada
As empresas estão em debandada
Sem cérebros é uma palhaçada