domingo, 2 de setembro de 2012

A selva eleitoral terminou, e nada mudou, excepto o nosso futuro que perigou, expirou.




Depois o habitual silêncio do repouso dos animais, excepto alguns muto barulhentos, esses das festas do Poder da selva que estão à vontade para o não cumprimento da Lei, porque isto por estas paragens, são ainda miragens.
São cerca de vinte e duas horas de um sábado sem notícias, tirando a desinformação da ditadura radical que nos mostra as maravilhas dos nossos Zés, que vivemos num paraíso importado. Os seguranças estão muito tristes, é o habitual na selva desigual. Mas hoje estão muito deprimidos e um deles como porta-voz desvenda o futuro impuro: «Mas eu estava convencido que era outro que ganharia as eleições, agora com este, sempre o mesmo, continuaremos com os mesmos salários baixos e que mesmo assim nos pagam de vez em quando. Oh! Vamos continuar, a nossa miséria vai aumentar, vai sobrar.»
E os chineses estão muito contentes. Logo no depois do clarear deste domingo reiniciaram a sua actividade violenta, barulhenta, agressiva ao ambiente e humano poluente. Estão imensamente felizes, seguros porque podem exercer as suas actividades ilegais sem que ninguém os perturbe, porque a fraude protege-os nesta selva eleitoral.
Está tudo a postos para o célere regresso à espoliação, à escravidão. Do roubo das terras e terrenos. Da contrafacção e exportação dos desempregados, desgraçados chineses e vietnamitas. E das suas obras que se desfazem porque o cimento é pó vulgar, tudo para nos aldrabar. Angola já é por vontade própria uma máfia chinesa. Da invasão portuguesa em troca das transferências para bancos portugueses que dentro em breve também serão corrompidos, já estão, muito dinheiro do petróleo no paraíso da selva monetária portuguesa.
Dos brasileiros na construção de barragens e outras obras que quando chove se descobre serem obras descartáveis. Dos russos que extraem diamantes e outras máfias. A comunidade internacional está desde já convidada para o grande saque de Angola e das suas populações. O desemprego do mwangolé será total e completo. Muita polícia de intervenção rápida, cavalos, cães polícias e o exército de armamento continuarão sempre em prontidão combativa no país que finalmente alterou o seu nome para, República da Selva de Angola.