sábado, 29 de setembro de 2012

AS CINCO MAGNÍFICAS (14) Contém cenas eventualmente chocantes




Estávamos muito excitados. Abraçamo-nos profundamente por entre carícias e beijos. Caímos na cama. Fizemos um delicioso sessenta e nove. Mudámos de posição. Abriu as pernas e caí em cima dela. Segurei-lhe nas nádegas para melhor a penetrar. De repente sai debaixo de mim e confessa:
- Não, isso não. Tenho medo de engravidar, faz-me na boca.
Arrastou o meu pénis e saboreou-o como se fosse uma guloseima. Tirou a língua para fora, e com gestos rápidos masturbou-me, sempre com a língua encostada na ponta do meu pénis. Não resisti muito tempo, Jandira protesta:
- Já? Tão pouco tempo, nem cheguei a ficar muito tesa.
Foi buscar uma gasosa, agora a conversa era outra:
- George, a partir de agora sou tua esposa. Vamos viver como marido e mulher. Sei muito bem quais são os deveres de uma esposa. Juntos seremos felizes. Peço-te que não digas a ninguém sobre a nossa relação, porque a minha família não vai gostar. Temos que ser discretos.
Pelos anos passados nunca lhe notei algo de anormal. Portanto já nos conhecíamos suficientemente bem. Esqueci os desaires e apostei completamente nela. Voltei a acreditar no amor. Gostava imenso da Jandira. Antes de sair mexe no seu cabelo, faz um gesto negativo com a cabeça. Beija-me nos lábios e sussurra:
- O meu cabelo não está em condições. Dá-me dinheiro para amanhã ir ao cabeleireiro.
George levanta-se, pega no seu copo, faz uma caminhada pela areia aí cerca de cem metros. Propositadamente faz com que os seus pés descalços sintam o prazer da areia molhada. Senta-se numa pedra. Bebe um pouco de conhaque, baixa a cabeça que apoia nas mãos. Está pensativo, algo perturbado. Não compreendendo a sua súbita mudança de humor, tento sondar o que se passa:
- George, creio que desta vez encontraste o amor puro e sincero.
Deu umas pequenas gargalhadas, pediu-me um cigarro. Acariciou o copo, rodando-o lentamente, parecendo que queria assim permanecer interminavelmente. Dentro de uma hora a claridade da manhã surgiria. Um novo dia seria aguardado. George desperta do seu transe:
- Assim parecia meu amigo. Jandira estava extraordinariamente amorosa. Acho que me lembrava uma gatinha encantadora. Assim que chegava, excitava-me e chupava-me deliciosamente. Dizia:
- Todos os dias tenho que tirar a tua esporra cá para fora, para que não sintas desejos por outra mulher.
Era muito possessiva e ciumenta. Para isso bastava outro homem estar em casa. Bastava eu falar com uma vizinha, e ela entrava num profundo nervosismo. Ao ponto de a convidar a sair. Lamentava-se:
- O que elas querem é roubar-me o marido. Nunca permitirei isso. Não gosto nada dos teus amigos. Esta casa é minha.
Chegou em casa a chorar, e claro, perguntei-lhe:
- O que é que se passa?
Não conseguia falar, porque os suspiros não deixavam. Esforçava-se por dizer alguma coisa, mas não conseguia. Abraçou-me profundamente. Peguei nela ao colo e sentei-me. Quase a embalei como um bebé. Ficou séria de repente. Deixei-a sentada e fui buscar uma pequena toalha para lhe limpar as lágrimas. Acalmou-se e contou-me o que se passava:
- Estou no final do curso de jornalismo e o director antes de me dar o diploma, convidou-me para um lanche. Não aceitei, porque o que ele quer é foder comigo.
Novamente retornou ao choro copioso. Por mais que tentasse não conseguia controlar-se. Transportei-a ao colo para a cama, aconcheguei-a o melhor possível e adormeceu. Assim quando despertasse decerto se sentiria melhor. Quando acordou surpreendia-a a arrumar-se olhando para o espelho. Disse que queria falar comigo. Dei o meu consentimento com um leve inclinar de cabeça:
- George, quero estudar. Não sou dessas que andam por aí, do tipo Maria vai com as outras. Sou muito evoluída. Sou uma mulher que sabe o que quer. Já sofri muito. Apenas pretendo um homem que me compreenda. Desejo conquistar um lar estável. Quero estudar, mas não me deixam.
- Acho que é a melhor coisa que podes fazer.
- Quero ir para a universidade.
- E o que é que pretendes estudar?
- Quero estudar direito, ser uma advogada.
- Achas que tens habilitações suficientes para isso?
- Claro que tenho.
- Então vamos a isso.
- Arranja-me o dinheiro.
- Está bem, se é para te formares tens todo o meu apoio incondicional. No futuro ficarei feliz com uma esposa advogada. Acho que isso será para nós muito útil.
Passou a andar sempre com uma prima. Eram muito amigas, assim parecia. A sua prima começou a frequentar assiduamente a minha casa. E dizia sempre que apenas pretendia telefonar. Telefonava para algumas províncias, e para alguns locais no estrangeiro. Demorava muito tempo. Nitidamente estava a aproveitar-se da relação que eu mantinha com a Jandira. Toda a gente da sua casa passou a fazer o mesmo. Significava que sabiam do nosso relacionamento. Aproveitavam-se da situação. Os custos das chamadas que pagava no fim do mês eram exorbitantes, incluindo as que a Jandira fazia. Afinal ela estava na sua casa.
A sua prima começou a revelar-se muito insinuante. Quando surgia, vestia uma leve camisola muito decotada, e uma mini-saia muito provocante. Sentava-se de modo que o tecido quase desaparecia nas suas pernas. Baixava-se e mostrava os seios nus. Mostrava as pernas demasiadamente abertas para que eu observasse o seu interior. O seu olhar era cheio de lascívia. Quando notava que eu fixava o olhar para o profundo do seu sexo, o qual nada tinha a protegê-lo, com um sorriso malandro fechava ligeiramente as pernas.
Entretanto um amigo meu acaba de chegar vindo da Inglaterra. Apresentei-o à prima da Jandira. Recebi com avidez as notícias que tinha para me dar. Ele já estava de saída, a prima mete-se no meio de nós e pergunta-me:
- George, ele é inglês?
- É.
- Quero ir com ele.
O meu amigo ouviu a conversa, entendeu o que se passava e saiu a toda a pressa. Mesmo assim a prima queria ir atrás dele. Segurei-lhe num braço e dissuadia-a das suas pretensões. Esse episódio deixou-me muito abalado e pensativo.
Falei com a Jandira que a sua prima fazia imensos telefonemas. Não podia suportar a despesa porque era exageradíssima. A sua prima tomou conhecimento do facto, surgiu muito aborrecida na minha presença e desabafou:
- Também não precisavas de fazer assim um choradinho desses. Bastava falares comigo.
Considerei e fiquei atento a esta prima. Acho que era muito perigosa. Jandira surge. Chama a sua prima e juntam-se na cozinha. Retira comida. Estão a jantar. Vou para junto delas, Jandira exclama:
- Estou na minha casa! Esta casa é minha! Esta casa será minha!
Fiquei intrigado com a sua afirmação. Mas esqueci de imediato. Acho que era devido a um ligeiro contentamento.
Jandira já estava na universidade. Falou comigo para me pedir mais apoio:
- Preciso de comprar roupas, sapatos, enfim… uma série de coisas que necessito. Não quero aparecer pobremente vestida. Também necessito de mais dinheiro para os meus gastos diários… para comer, pois que chego um pouco tarde a casa. Como está a fazer frio à noite, quero uma boa manta e vestuário adequado para me aquecer.
- Com certeza, terás tudo o que necessitares.
- George, tenho uma lista de livros para comprar. Aqui não há, manda-os vir de Portugal.