segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Estrangeiros! A vossa missão é desempregar-nos, a nossa é assaltar-vos, roubar-vos! Dizem por aí.





Lamento imenso que ninguém faça recolha de mantas para agasalhar, confortar do frio intenso e da humidade que os escravos desalojados sofrem, neste momento sentem, porque a escumalha estrangeira e nacional querem construir prédios e destruir os mwangolés. Onde estou, dentro de casa bem aconchegado com uma manta bem quentinha nas pernas e uma camisola também muito quentinha, e as lágrimas querem escorrer-me dos meus olhos, porque vejo muitos, muitos e muitos mwangolés, e tenras crianças sem ao menos uma manta para se recolherem, escaparem ao morrer do frio. Apelo a todos os angolanos e estrangeiros, duvido muito que estes ajudem, mas sobretudo, e desculpem-me a "ferocidade": oposição do deixa andar, convido-vos a abandonarem a política e deixarem que o povo angolano resolva os seus problemas, porque assim não dá. Então se o tal partido no poder atira-nos para a miséria, e nem uma simples manifestação fazem para nos apoiarem, então não adianta perder tempo. Façam uma campanha nacional em auxílio dos desalojados e esfomeados, isso não é problema do desgoverno, é uma questão nacional da oposição. AO MENOS QUE NÃO DEIXEM AS CRIANÇAS MORREREM DE FRIO.
Ai como esta Angola é muito interessante: os investimentos aumentam, além do petróleo, agora temos o LNG gás a facturar muitos, muitos milhões de dólares. E a nossa pobreza aumenta. Quer dizer: quantos mais investimentos, mais pobreza. E então não sabem que quando se utiliza o Exército contra as populações, há o risco eminente de guerra civil?
Afinal, mais uma vez, estava errado. Os objectivos do milénio de redução da pobreza são ao contrário, estava convencido que não. Onde se morre à fome, isto é que é atingir os tais objectivos. A FAO está correctíssima! E nós burros, como sempre! Portanto, quanta mais miséria e mais mortes pela fome, isto sim, é que é de louvar, porque significa a redução, o fim da pobreza. E em Angola não há corrupção, não há má governação, não há novos-ricos, não há pobreza, porque há muito já foi extinta. Agora uma coisa: e quando toda a população angolana morrer de fome, então sim, atingiu-se a obra-prima da redução da pobreza?
“Ele é da oposição”, significa dizer que é considerado um inimigo perigoso. E que existindo um partido único, não pode haver oposição, porque todos são inimigos. Então não podemos pensar em democracia, porque ela é de fingir, não existe.
Não quero estar na democracia do Cavaco Silva com miséria, prefiro a ditadura de Angola, o país das maravilhas, por isso não discuto política, evito opinar, não aceito que critiquem o partido no poder em Angola, que muita coisa já fez para o bem-estar dos angolanos, esse portentoso país, o futuro colonial dos portugueses, o novo Portugal, um imenso país com tanta riqueza para espoliar, rapinar e com tanta gente para outra vez escravizar. Ah! Estes portugueses tão sonhadores do pesadelo colonial.
Ninguém se pode eternizar no poder, porque é garantia de corrupção, e, logo, de destruição.
As manifestações de protesto no Brasil contra a corrupção, são a continuação do que se passa, e passará, noutros países. Afinal todos estamos fartos, cansadíssimos de sermos governados por energúmenos, portanto, estamos numa REVOLUÇÃO MUNDIAL, e dela ninguém escapará.
Se a incógnita de Angola persistir - sem futuro, eliminação dos adversários políticos, criminalidade intensa tipo estado de sítio, escravidão como nunca antes jamais vista, invasão de estrangeiros desempregados carregando numa mão um chicote e na outra um cofre, se não se decidir este impasse – as chamas serão tão violentas que nada nem ninguém as conseguirão extinguir. Pois, pois, chamem-me de pessimista, alarmista, chauvinista, etc. Chato é estar, viver no terreno diariamente com este povo maltratado, desprezado, sofredor, que fazem de tudo, incluindo a escravidão e a prostituição para sobreviver, e estrangeiros mal chegados já ostentam riqueza. Este Poder é um grandessíssimo promotor de revoltas e frustração da juventude, de todos nós que até já não sabemos o que é ser povo.
Como é que estão as coisas por aqui? – Perguntaram-me. Bons, os chineses continuam na escravidão em larga escala das crianças. Os portugueses continuam a chegar com muita força – o truque é fazer deles capatazes para que o clã governista se mantenha no poder por herança hereditária - até de profissões que por aqui abundam, por exemplo, costureiras, e apresentam-se “licenciados e doutorados” em dupla nacionalidade, e de repente intitulados: «Somos todos angolanos.» Também têm alguém na família que há muitos, muitos anos nasceu em Angola e assim facilmente pretendem adquirir a nacionalidade angolana. Com uma população reduzida à escravidão, os tugas dizem extremamente felizes que: «Angola é o país das mil maravilhas.»
A TPA, a RNA, o Jornal de Angola e os seus filhos, se não mudarem urgentemente as mentiras que falam e escrevem apenas para agradar ao nosso grande chefe e seu séquito, é que todos os dias incendeiam a vegetação e o capim - de noite podem-se ver as suas labaredas – chamas incontroláveis que os ventos farão com que mudem de direcção e os queimem, não escaparão ao movimento das chamas que ateiam. 
Quando numa casa os filhos nascem sem educação e depois assim continuam pela vida fora, são exactamente o que o seu pai é, e claro, as responsabilidades são-lhe imputadas. Pais violentos geram filhos violentíssimos, psicopatas.
As ruas estão invadidas, contaminadas, tomadas por gatunos, pelo crime violento, a miséria sobe, sobe, nos corpos esqueléticos. O petróleo não lhes pertence, é só para estrangeiros, questiono: nós já sabemos como é, que será dos estrangeiros, em especial os portugueses, que a cada momento têm as suas vidas e os seus pertences ameaçados? Cometeram um erro grave ao elegerem Angola na aventura neocolonial como o país das maravilhas, quando afinal é o país do terror?
Ó senhor Jorge Correia (da Universal do Huambo), pelos vistos não tem noção do que é um discurso incendiário, então lá vai, aprenda: um sacerdote da Universal do Huambo chega no Kunene e noutras áreas de Angola, não sabe?! Em Angola morre-se à fome! E impassível vê milhares, milhões de angolanos famintos, e como mais um enviado de Deus - mas porque será que Deus só envia montes de merda para esta e outras terras? – E então recomeça a falhada, a estúpida evangelização que origina a pobreza, a miséria, a escravidão, a destruição da alma humana: «Crentes e obedientes em Deus não vacileis porque Deus está aqui junto de vós, eu o beatifico. Vós nascestes para sofrerdes, é essa a vontade de Nosso Senhor Todo Poderoso, o Nosso Deus. O nosso Governo sabiamente dirigido pelo nosso santo clarividente, Deus está sempre ao seu lado, ensina-nos que a provação é um dos desígnios a que o povo angolano foi escolhido para encontrar o reino de Deus e morrer na pobreza e na miséria, pois tudo o que é sofrimento o Senhor abençoa com todas as suas forças. Só Deus e o mais que santo clarividente em Angola sabem o que é dirigir um país. Estou aqui para anunciar-vos a boa-nova; preparem-se para morrer, pois só assim vos libertareis da escravidão, pois o nosso Deus e o outro super clarividente assim nos ensinaram. A morte pela fome e pelas armas do povo angolano é necessária para se libertar dos pecados que Deus instituiu nesta terra limpa, sagrada, abençoada pelo mais que lídimo dos seus representantes na Terra, o nosso grande arquitecto, o mestre inspirador das derrotas dos nossos desportistas em todas as competições internacionais.»
Porque é que no lugar de perseguir jornalistas, a PGR não manda perseguir as empresas nacionais e estrangeiras que fogem ao fisco? É que são milhões, biliões de dólares no final de cada ano. E os corruptos não se perseguem porquê? Só se persegue quem os denuncia? E a invasão de estrangeiros onde os tugas já são mais da metade dos estrangeiros, e que muito naturalmente alcançarão o primeiro lugar? E nós no último lugar sem empregos? É que até costureiras se importam de Portugal.
Não, o mundo não está no fim, está no princípio da moderna Revolução Francesa, porque ninguém acredita, não querem mais políticos corruptos, bancos corruptos, ditadores e imbecis no poder, as multidões movem-se na direcção da participação do poder, querem o poder, querem o futuro nas suas mãos e não nas dos corruptos imundos, acabar com os demóboros. É que afinal este mundo não passa de uma quadrilha global de corruptos da especulação imobiliária.
Antes foi o processo dos cinquenta. A História faz marcha atrás com números mais avantajados. Agora é o processo dos trezentos.