quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Pesadelos das noites das torturas






Os donos da terra vivem em chapas
Porque os donos do petróleo são magnatas
República das torturas de Luanda
É assim que nela se anda
Somos uma população de detidos
Como animais para abate perseguidos
E com o dinheiro do petróleo
Eles se ungem no santo óleo
Chapas de zinco para modernas habitações
Para o bem-estar das populações
O projecto da nova vida das chapas de zinco
E que venham mais cinco
Rui Machete pediu desculpas à corrupção
Angola e Portugal não têm outra solução
Os jornalistas têm que ser leninistas
Os que não o são estão nas listas
E os comités de especialidade
Na manifestação da brutalidade
Eles usam as armas e nós as canetas
A inteligência anda-lhes de muletas
Muita portuguesada achinesada
Desta gente não se espera nada
Glória ao nosso rei imortal
E Rui Machete de Portugal
Angola democrática sem manifestações
Estão proibidas como noutras nações
Soltem-lhes as milícias
E os cães polícias
Dependemos dos portugueses e chineses que temos
Sem eles que faremos?
Os chineses exportam-nos a poluição
Os portugueses o Portugal da submissão
Da destruição
E se a oposição não faz manifestação
Isso é incondicional rendição

El-Rei D. Sebastião
“Fugiu de Alcácer-Quibir
El Rei D. Sebastião
Perdeu-se num labirinto
Com seu cavalo real

Ciganos vindos de longe
Falcatos desconhecidos
Tentando iludir o povo
Afirmaram serem eles
El Rei D. Sebastião
E que voltava de novo”
In José Cid. A Lenda De El-Rei D. Sebastião