domingo, 6 de outubro de 2013

Os cegos de espírito nunca terão visão de intelecto.


No ofício da verdade é proibido pôr algemas nas palavras. (Carlos Cardoso)
Mas afinal estamos no reino do rei Henrique VIII? (1491-1547)
O Rastilho está aceso! Muitos barris de pólvora desesperam-no!
E a mediocridade continua e com medíocres não se vai a lado nenhum, como eles insistem, eis a prova desta afirmação.
Promover incompetentes estrangeiros a chefes é promover revolução.
P.S. Se "eles me fizerem o que imaginas " o que escreves" bom, eu continuo do MPLA e nunca lhe renunciarei, mas enquanto lá estiver o JES serei seu acérrimo crítico. Se me atentarem ou eliminarem, então esta Angola desaparecerá de vez, porque quando um partido trata de eliminar até os seus, isso dá uma grande explosão, e toda a cúpula desse partido explodirá com ela. O que eles têm que fazer é escutar as opiniões contrárias fora do partido, mas como isso não acontece, é o suicídio mais que evidente.
E os capatazes vão-se importando, multiplicando, e abordam qual a melhor estratégia de lidar, dominar, obrigar os escravos a trabalhar: «É pá, cheguei aqui neste reino avençado pelo senhor presidente, e qual é a tua opinião, já ouvi outras opiniões, sobre como obrigar ao trabalho tantos mandriões.» «Olha, de manhã o mata-bicho que costumo dar aos meus, é umas boas, bastas e fortes chicotadas, e os filhos da puta trabalham sem protestarem, e se o ousarem, é surra até acabarem.» «Obrigado patrício, e ninguém me vai chamar a atenção deste mal, levar-me a tribunal?» «Não! Aqui quem manda somos nós, nunca vi tantos escravos tão dóceis, mais parecem fósseis, a melhor maneira é tratá-los como animais, pois eles são apenas isso, animais para todo o serviço. Nesta magnifica terra de Angola abençoada pelo senhor presidente, tudo é nosso, ele é o nosso bom pastor, o nosso senhor. Que maravilhosa terra de escravos onde é tão fácil facturar, escravizar.»
Infelizmente, a História continuará a produzir abortos?
Na realidade os que estão no terreno nunca fazem a revolução, ajudam-na, servem-na. Por exemplo, Lenine e tantos outros não estavam no terreno e fizeram a revolução. Sem ideólogos, filósofos, não há revoluções e um movimento de jovens é facilmente explorado por alguns que deles se aproveitam e que nada têm de revolucionários. Agostinho Neto também não estava no terreno.
A melhor solução de um exemplar Governo é a criação de pleno emprego para estrangeiros e o pleno desemprego para os mwangolés. Claro que isto cria outras soluções: o crime organizado, a delinquência, a violência, a desestabilização geral, revoltas, etc. E parece-me que não existe lá ninguém no Executivo que veja como estas coisas funcionam. Quando isto rebentar, que vai mesmo estoirar, ninguém duvide disso, pois já afecta todas as classes sociais, qual é a solução? Bazar, o exílio para os países amigos?
Por trás de uma população cobarde existe muita coragem. Basta apenas descobrir onde estão, quem são os mais corajosos.
Num Estado de especulação imobiliária de facto e de jure, a violência e a morte são constantes no nosso dia-a-dia.
E onde há invasão de estrangeiros, não há desenvolvimento, há submissão, rapina, escravidão, revoltas de escravos e permanente instabilidade social.
E ao lado de cada estrangeiro dois, ou mais escravos angolanos.
Em política há que tomar decisões constantes, oportunas, porque senão entramos no triste espectáculo: «Não, os problemas não são económicos, são políticos.» Ou: «Os problemas não são políticos, são económicos.»
LEILÃO DE ESCRAVOS
Em data oportunamente a anunciar, terá lugar nesta cidade de Luanda abençoada pelos santos da escravatura, mais um espectacular leilão de escravos, estão incluídos bebés. O leilão realizar-se-á no mais faustoso lugar da cidade, oportunamente também a anunciar. No acto da inscrição do memorável festejo escravo será exigido o preço único de três mil dólares. Na venda dos escravos e escravas dar-se-á preferência a estrangeiros – portugueses e chineses - porque eles dominam o mercado na totalidade e a concorrência dos nacionais é irrelevante, não dá para facturar. A sessão atingirá o seu auge com a retirada à força dos filhos das escravas, incluindo a separação dos seus maridos, e claro, também das suas esposas.
Chicotes e os seus sons não faltarão, porque um conjunto de capatazes estrangeiros especialmente contratados para o grandioso evento se encarregarão da orquestração dos chicotes. O melhor do grande espectáculo será na parte final, é que haverá desfiles de escravas nuas, e quem lhes quiser tocar terá que pagar um adicional de mil dólares. Neste momento o melhor negócio que existe em Angola é a escravatura, por isso manos e manas, ESCRAVIZEM-SE!
Qualquer um ligado à nomenclatura diz que os jovens não gostam de trabalhar, preferem a bebida, a droga e a delinquência, e que agora as mulheres é que bebem mais, etc. Isto é fácil de dizer, claro que esta gente não é honesta, porque se o fosse denunciaria a origem destes males. São assim muito difíceis de explicar? Claro que não, qualquer um de nós sabe qual é a origem dos males que nos afectam, eles é que estão frustrados, cegos e nunca verão, vencerão.
Quando um povo é analfabeto, os governantes são letrados?
Parafraseando: violenta e frustrada se diz da juventude, mas não se diz violenta a repressão policial que a oprime.
Esta foto já é muito conhecida. Mas a questão não é partilhá-la, mas sim prender o, ou os culpados de tão atrozes crimes contra a humanidade. E enquanto a cobardia prevalecer, os ditadores - e os estrangeiros que os apoiam - continuam impunes no poder.
Quando há uma invasão de estrangeiros num país, este torna-se presa fácil das máfias, porque quem vem não é para ajudar os seus povos, mas apenas para escórias de aventureiros se instalarem, dominarem e nele reinarem, colonizarem.
Só um governo de estrangeiros é que ordena a invasão do seu país por estrangeiros.
Antes, Angola era a terra dos pretos, o país dos atrasados, dos selvagens, dos preguiçosos que não gostavam – não gostam - de trabalhar: «O trabalho é bom para o preto!» «O país que eu não quero mais ouvir falar, são muito falsos, onde eu nunca aceitarei: Os pretos a mandarem, nunca mais?!» Hoje, Angola é um país maravilhoso, de paisagens e praias virgens maravilhosas, do pôr-do-sol mágico, uma terra de oportunidades com um povo maravilhoso e muito acolhedor. O país do sol, o país onde os estrangeiros facilmente enriquecem. «Um parceiro estratégico.»
Quase quarenta anos depois: presidente da República reconhece que houve poucos avanços nos órgãos de justiça.
E quem está no Poder é desde o nascer até morrer.
Bom-dia, jovens espoliados, escravos e frustrados. Quem não tem acesso nem a um cêntimo do petróleo é o quê?! Acho que te deves preocupar mais com aqueles que utilizam a tua amizade, aqueles falsos amigos e os bajuladores serviçais. Quando conseguires descobrir quem são os teus amigos de facto e de jure, então saberás o que é um Homem.
Parafraseando António Aleixo, poeta português, 1899-1949.
Vem de Portugal um aldrabão
vender bugigangas, qualquer coisinha
poucos dias depois já ameaça
esta Angola já é toda minha

Quem nada tem, nada come
e ao pé de quem tem de comer
se alguém disser que tem fome
comete um crime sem querer

Emigração selectiva sim, massiva não.
Porque é que esta gente está sempre a dizer: «As metas foram alcançadas.» Ou: «Os objectivos foram cumpridos.» E nalguns casos, pasme-se, «a cem por cento.»
Aqui há uma coisa muito "engraçada, desgraçada", é que quando a pobreza aumenta, a riqueza de alguns, sempre os mesmos, também.
E neste acto solene proclamo perante todos os estrangeiros, a reentrega, o retorno de Angola ao colonialismo português. Portugueses, para Angola e em força! Angola é vossa, pertence-vos, usai-a e abusai-a!
Os problemas são para se resolverem, mas em Angola há um reduzido núcleo de pessoas que dizem que não.
Como é possível com tanta miséria, sempre a subir, Angola ser um paraíso para estrangeiros?
Parafraseando Che Guevara (1928-1967): Quando a revolta chegar será bem-vinda.
Importar a miséria portuguesa para Angola e transformá-la em riqueza só pode ser obra de loucos. É que quem se especializou em fabricar miséria, continuará com a sua produção.