sábado, 25 de outubro de 2014

Banco millennium Angola, o banco do estado falhado de Angola




Sem lei, não temos onde queixar-nos. É mentira, não há paz nenhuma. As pessoas continuam a morrer até gaseadas. Dantes era a guerra contra a Unita, agora é a guerra do petróleo. A guerra continua em grande força nesta república da morte e da guerra de Angola. O uso dos geradores tem que ser proibido nos prédios, e obrigatoriamente substituídos por energia solar. Parece um filme de ficção científica ou de um país em guerra, porque só se ouve o barulho de geradores. É como se estivesse numa ilha cercado de fumo mortal por todos os lados. Mas não, como estamos no reino da morte, e quem governa factura, é gasear, é gasear. Obrigam-nos a respirar o veneno desta cidade perigosamente envenenada pelo fumo mortal do progresso económico e social dos geradores. Quantos mais cadáveres, mais desenvolvimento económico. E por isso mesmo estou rodeado de demónios. O inferno mora aqui. Uma grande desgraça acontecerá e quem sobreviverá? Estou cercado por monstros que me perseguem para me devorarem. Isto parece um laboratório onde cientistas loucos fazem experiências macabras com os nossos corpos. É uma sociedade onde reina a hipocrisia, onde não há nada que justifique ficar mais de dois dias sem energia eléctrica. Mas creio que estou errado porque Luanda vive permanentemente assediada por ciclones, terramotos e tempestades violentas. E assim facilmente se percebe que apenas teremos energia eléctrica ocasionalmente. Governar é aterrorizar. E desta histeria hipócrita jamais sairemos. Os portugueses inventaram o colonialismo, e nós inventámos a hipocrisia. Não podemos viver de falsidades. Não existe coisa mais horrorosa do que aqueles por quem lutámos e aos quais lhes oferecemos o poder de bandeja, e depois como recompensa nos tratam como cães vira latas. É por isso que deixei de confiar nos partidos políticos. E tudo começa e acaba em tragédia.
25 de Outubro 2014. Desde as 10.15 horas que o banco millennium Angola, na rua rei Katyavala faz o trabalho que lhe compete, matar-nos. Este trabalho é obra de portugueses da Teixeira Duarte, e como ao longo dos anos permanecem insensíveis, - quem mata é insensível - claro que os povos lhes chamam de brancos racistas. Estamos com as janelas e portas fechadas pois o fumo do seu gerador da morte é muito intenso. Apesar de uma vizinha já ontem, - tipo porta-voz – queixar-se que os olhos lhe ardiam – o primeiro sintoma de envenenamento – e que o seu neto de cinco anos respirava com dificuldade, - é capaz de já ter lesões pulmonares, pois este fumo é altamente tóxico – uma funcionária chefe do banco de nome Teresa, respondeu-lhe hipocritamente que: «Mas eu estava convencida que isso já estava ultrapassado.» E a vizinha acrescentou que os brancos nos querem matar. Outra vizinha falando de assaltos comentou: «Os brancos estão a ser muito assaltados.» E outra vozinha disse: «Não tenho pena nenhuma deles, isso ainda é pouco, deviam fazer-lhes muito pior, que Deus me perdoe!» 
As grandes revoltas começam com coisas pequenas.

As crianças e bebés precocemente morrerão vítimas deste hediondo crime na Luanda cidade dos horrores, à qual os portugueses chamam paraíso. Estão loucos, não têm noção do que dizem. Como pode um inferno ser um paraíso. Pobres coitados! Já vêm para Angola por mil e quinhentos dólares mensais aumentando as filas da miséria e da morte, vivendo sempre aterrorizados pelos assaltos, pelo caos que criam ao tentarem impor outro Portugal, outra Europa em terras africanas. Ganham o dinheiro que nos pertence dos empregos que nos espoliam. Sempre com a mania de que em Angola não há ninguém que saiba trabalhar. Exportar miséria e insucesso empresarial para Angola é a solução encontrada para quem no seu país não consegue safar-se. Em Portugal não têm ideias, em Angola tem-las em demasia.
Isto está tão podre, tanto da oposição como do partido que nos enterra tudo, que não adianta mais bater nas mesmas teclas. Angola é um estado falhado.