segunda-feira, 15 de junho de 2015

A CRISE



A energia eléctrica continua no caos

A beleza da mulher não é exterior
A beleza está no seu interior
E quase nada lhe é acolhedor
Porque desaparece na réstia do amor

A crise veio para ficar
No cemitério da miséria nos enterrar
Da oposição nada há a esperar
A não ser o constante lamuriar
Os seus presidentes não sabem olhar

Tanta gente a orar
E Deus a nos abandonar
Como é possível austeridade
Sem contabilidade

Há tempo para viver
Há tempo para matar
Há tempo para sofrer
Há tempo para chacinar

E quando a miséria nos aliena
Isso é a coisa mais obscena
Na terra do quem mais ordena
Onde a chacina nos acena

Não há dólares para os miseráveis
Só para aviões presidenciais
Para fugir das coisas incontroláveis

No beco sem saída lá vamos
No colapso económico estamos
O povo kioco/kalupeteca também
De modos que não sobra mais ninguém

Se não há dinheiro para comprar
As empresas não vão facturar
As portas vão fechar
E os trabalhadores desempregar
O colapso social vai estoirar

Está tudo bem, diz ele
Para a família e amigos dele

Não se consegue trabalhar
Isto só dá para roubar
E trespassados pela fome acabar
Nada mais há para assinalar
Está na hora desta merda zarpar

Os corruptos financiam a revolta
O fim está próximo!

Foto: Ermelinda Freitas