domingo, 14 de junho de 2015

NÃO HÁ DÓLARES


Saquearam de vez a energia eléctrica!

À noite poucos carros estão a andar
E pessoas nas ruas não estão a passar
Onde está o que fizeram do dólar
Foi para a China e Portugal
Porque aqui está-se muito mal
Da bandidagem por estas paragens
De Angola restam-nos apenas miragens
E das suas riquezas as pilhagens
Nos campos de cadáveres agricultados
Impossível viver, seremos escorraçados
Ficaremos sepultados
Até os seguranças vivem no terror
De serem assaltados
Por crianças armados
Pelo petróleo gerados
O monarca reforça a guarda presidencial
Porque o caos que criou ser-lhe-á fatal
Dia-a-dia agrava-se a situação
Sem que o monarca lhe deite a mão
O povo virá para a rua em manifestação
O monarca tentará acabá-la a canhão

Dentro de poucos meses ou momentos
Isto rebentará e ouvir-se-ão lamentos
Dos que não têm alimentos
Só têm sofrimentos
As mamãs fogem da Polícia
Com as crianças nas costas
Isto não é país é nação às postas
Nas ruas não se pode nada vender
Neste poder ninguém pode sobreviver
Só existem fardas para o povo abater
A populaça já não tem nada para comer
E depois monarca como vai ser?
Não é hora dos planos à toa rever?
Não, porque só o monarca sabe ver
Nós somos cegos desde o nascer

Muitos refugiados nascerão
Alcançar de barco a Europa tentarão
Muitos no mar perecerão
E lá chegar não conseguirão
Os que escaparem não os receberão
A Europa está em ponto de saturação

Não há dólares, há-os nas esquinas
Das ruas das chacinas
E do petróleo da abastança
Só resta a triste lembrança
Porque para nós já não há esperança