sexta-feira, 12 de junho de 2015

CHACINA




Com os novos colonos
A miséria não se altera
Não são capazes de fazer nada
Os estrangeiros saqueiam a África
Depois dizem que somos atrasados
Os da mata não devem governar
Antes era a guerra colonial
Agora é a violência neocolonial
Nesta terra só se produz miséria

Para destruir uma nação
Basta uma forte dose de religião
E inquisição

Sair de dia é a vida arriscar
À noite em casa vem nos assaltar
Em muitos e muitos anos nada se fez
E querem-nos amarrar outra vez

Nesta injustiça é só sofrer
Que faz alguns enriquecer
E milhões empobrecer

Sem informação nada sabemos
Sumariamente executados seremos
Pagam-se os serviços e não se é servido
Tudo é pervertido

Viver na selvajaria não é solução
Um governo, um palácio não é nação
Com uma estrada asfaltada
Isso não conduz a nada

A reconciliação da destruição nacional
É bom, eu gosto, é irracional
Cheira a perfumes do comité central
Do insensato raciocínio mental

Já não se pode respirar
Até esse direito elementar
Nos acabam de expropriar
Esta democracia vai a enterrar

E se acreditarmos neles
Seremos piores do que eles
O artigo 47 não fala de manifestação
Não sabem ler?! Fala de repressão

Os genocídios fazem-se com facilidade
Negam, é o informar com verdade
Mas que diabólica falta de seriedade
Ninguém pára esta monstruosidade?