Vai para três meses que Luanda está sem energia elétrica. Entretanto, há quarenta e dois anos os que governam por direito de sucessão apostam na diversificação da economia… sem energia eléctrica. E o fumo do gerador do banco millennium-atlântico na rua rei Katyavala mata-nos. Em Luanda, matar é facturar.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

O GOLPE DE ESTADO


E se dos presos políticos
Não houver libertação
Angola conhecerá como antes
Nunca vista uma manifestação

A guerra civil está por um fio
Sob a imposição chinesa do frio
Solta as suas feras o ordens superiores
Sob a batuta dos chineses doutores

Na falência técnica está a Sonangol
Foi atingida por um golpe de estado
Da chinesa imposição
Que obriga à extinção
Da oposição
À chacina da nação
E da população
Os jovens são arrastados sem remissão
E a política oposição (?)
Faz comunicados de ocasião
E a Igreja e igrejas obrigam à oração
E nós arrastados pelo chão
Pela desordem sem compaixão

O ordens superiores sempre a mandar
As leis, a cassação a arrastar a arrestar
Para as leis das chacinas nos levar
Para locais incertos nos atirar
O Estado é para desmandar
Em outra guerra civil nos desgraçar
Como acabam de nos ultimar
Na constituição deles nos aprisionar
A vida a nossa esperança levar
De noite e de dia a nos ameaçar
E os chineses vão nos ceifar
Nas terras agora deles nos escravizar
Os nossos corpos vão semear
E a Igreja e as igrejas a apoiar
O petróleo ainda dá para adulterar
E mais alguma corrupção comprar

E a pobre e ridícula oposição
Com revolucionários de ocasião
Esta angolana oposição
É um camaleão
Nos encheu da fatídica certeza
Quanto mais falam mais incerteza
No espírito da sua vil esperteza
Reina a nossa pobreza

Com casa ou sem ela
Almejamos sem janela
Sem manifestação
Não há oposição

Na tirania sem oposição
Não há governação
Não há manifestação
Há tortura, morte, prisão