quarta-feira, 25 de julho de 2012

AS CINCO MAGNÍFICAS (05) Contém cenas eventualmente chocantes





O grupo acabou a refeição e logo de seguida pegaram nos haveres. Roque a rir diz:
- O fim do dia vai chegar. Parece-me que vamos ter outra tempestade. Fiquem atentos ao céu, e cuidem-se. Não se esqueçam que somos vizinhos. Alguma coisa, batam à porta.
A tempestade parece que tem hora marcada, acho que vai ser pior que ontem. – Disse George.
- Não sei se as janelas vão aguentar. Oiço o barulho de coisas a voar. Não sei o que será do barco. – Observei.
Mantinha-se o mesmo cenário anterior, ou pior. Desta vez a chuva era mais intensa.
Há três horas que a tormenta prosseguia. Depois de jantarmos gambas, veio o café e o conhaque. Continuávamos com o candeeiro a gás. Batem à porta com uma chave. Adivinhámos quem seria. George abre a porta, e entram duas jovens. Uma já era conhecida. Vinha com uma mini-saia e um top. A outra deveria ser sua amiga. Tinha um vestido comprido transparente que mostrava a nudez dos seios pequenos. Uma calcinha de renda transparente completava a indumentária. George adivinhou o que queriam:
- Querem um isqueiro, não é? Podem levar este que não necessito dele.
- George, gostaríamos imenso de conversar com vocês. – Pediu a que vinha com mini-saia.
- Estou muito cansado, vou dormir, amanhã falaremos.
Era notório que ele queria livrar-se delas. Depois acrescentou:
- Quanto mais as desprezamos, mais elas nos perseguem.
 Bebemos calmamente e lembrei a George:
- Disseste-me que me contarias tudo o que te aconteceu.
- Ah! Sim, vou continuar.

CAPÍTULO III
GILDA

George fez uma pausa para beber mais conhaque. Depois deu continuidade a outra narração:
- O Roque trabalhou durante uns tempos numa firma farmacêutica. Graças a isso conhecia muita gente nas farmácias. Quando necessitei de um medicamento, fui a uma delas que ele me recomendou. Depois passei lá a ir várias vezes comprar o que me faltava para ajudar a minha saúde. Ganhei amizade com a proprietária que depois me concedia, e atendia com muita atenção. Quando ela recebia produtos, tinha a gentileza de me telefonar. Claro que ganhámos intimidade, e tornámo-nos de certo modo confidentes. Ela passou a conhecer perfeitamente a minha situação. Numa tarde fui comprar pastilhas para a tosse. Ela acreditou que devia tocar-me num assunto delicado:
- George, tenho uma irmã maravilhosa para te apresentar. Muito honesta e competente. Far-te-á feliz.
Foi na farmácia que conheci a Gilda. Acho que rondava os vinte e oito anos. O seu corpo estava bem nutrido, não muito volumoso, aquilo que se pode dizer não muito gordo. Os seios estavam bem proporcionados, e o rosto era agradável. Vestia roupas das mais baratas. A irmã pediu-me para a levar a casa. Aceitei, e antes de chegarmos, pareceu-me que ela mostrava algum receio, porque disse para pararmos num largo próximo. Tentou justificar-se:
- Fui abandonada pelo meu marido. Deixou-me com três crianças. Passamos muita fome. Não temos nada, exceptuando a casa que o meu pai me deixou.
- Ele abandonou-te porquê?
- Arranjou uma mulher rica. Desculpa, tenho que ir porque deixei as crianças sozinhas. Amanhã encontramo-nos na farmácia, pode ser?
Antes de sair beijou-me nos lábios. Sentia que algo estava errado, mas arrisquei.
Depois de sairmos da farmácia, a irmã da Gilda convidou-nos para ir a sua casa. O pretexto era a apresentação à família. Em casa, depois dos cumprimentos habituais, vejo vários livros das Testemunhas de Jeová espalhados um pouco por todo o lado. Adivinhando a resposta, perguntei:
- São das Testemunhas...
A irmã da Gilda não me deixou terminar e respondeu:
- Sim. Pai, mãe e filhos. Ninguém falta a nenhum culto. Manda vir algumas cervejas para festejarmos a tua admissão na família.
Entreguei a quantia necessária. As cervejas chegaram. Gilda lembra:
- Mana, temos que ir embora, já está a fazer-se tarde.
Antes de sairmos a irmã da Gilda tira-me a caneta do bolso da camisa. Diz que é muito bonita. Fica com ela, e acrescenta:
- George, preciso de sapatos novos, estes já estão a ficar gastos e fora de moda.
No outro dia marcámos encontro na minha casa. Gilda fez duas sandes de queijo que acompanhou com cerveja. Depois de comermos pergunta-me:
- Onde é que dormes?
Mostrei-lhe o meu quarto. Sentou-se e deixou-se cair de costas na cama. Sentia-se satisfeita:
- O teu quarto é bonito, e a tua cama é muito fofinha.
Levantou-se e abraçou-me. Deu-me um beijo profundo nos lábios. A sua língua movia-se rápido procurando a minha. Uma das suas mãos apalpou o meu pénis, que cresceu rapidamente. Encostou os lábios no meu ouvido e segredou:
- Ai filho! Há tanto tempo que não fodo. Estou cheia de tesão.
Estava completamente descontrolada. Despiu-me, depois despiu-se. Os mamilos dos seus seios estavam muito inchados. Implorou:
- Oh! Querido! Morde-me nas pontas das mamas. Mama muito, seca-me o leite.
Como ela era forte arrastou-me facilmente para a cama. Pegou no meu pénis e enfiou-o com violência na vagina. Segurou-me com força e comandou as operações. Gritava:
- Porra! Caralho! Não te mexas. Ai! Estou-me a vir.
Ela gritava muito alto. Tive receio que os vizinhos ouvissem, por isso tapei-lhe a boca com a mão. Não consegui aguentar. Esporrei-me copiosamente. Ela reclamou:
- Já te vieste tão depressa?
Senti-me envergonhado, sem palavras, mas gostei imenso do gozo. Ela confessou:
- Porra! Há muito tempo que não dava assim uma foda. Sinto-me outra. George amanhã apanha-me em frente ao aeroporto doméstico, às dezassete horas.
- Trabalhas lá?
- Sim, trabalho.
- O que é que fazes?
- Praticamente nada. Estou na secção do pessoal. Há muita gente a mais. Quem me arranjou o emprego, foi o meu ex/marido. Muitas de nós estão lá só a passar o tempo. Não há nada para fazer.
- Nunca te deram nenhum curso de formação?
- Não. Aprendi a escrever à máquina numa escola de dactilografia. Quem pagou o curso foi ele. Mas nunca nos dão trabalho.
- Como será o teu futuro?
- Não sei. Amanhã estarei à tua espera.
O nervosismo apoderou-se de mim. Estava há uma hora à espera. Gilda caminha calmamente acompanhada de duas amigas. Pára de vez em quando para conversar com quem lhe surge no caminho. Abre a porta do carro, entra, cumprimenta-me e:
- Desculpa, podes dar uma boleia a estas duas colegas?
- Sim, com certeza.
As suas colegas moravam em locais afastados. Conduzir nesta cidade é um verdadeiro martírio. Locais sem luz, buracos, esgotos ao ar livre. E sempre alguém à espera para cometer um assalto. As colegas saíram. Gilda acompanha-as a casa e demora a voltar. Enquanto isso acontecia, meditava no porquê que estes povos não conseguem edificar nada. Perdem o seu precioso tempo com coisas fúteis.