segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Cavaleiro do Reino Petrolífero (25). Aventureiros de todo o mundo, bem-vindos a Angola. Este Governo saúda-vos!



Voltando ao pedido de desculpas do reino do FMI. A verdadeira diplomacia, a hodierna, ensina-nos que: quando pedimos desculpas, significa, aguardem que na próxima vamos lixar-vos. Para quê o contentamento do governo Jingola? Uma entidade internacional de relevo quando se desculpa, de seguida desenvolverá uma grande campanha nos corredores internacionais para atrofiar quem de tal beneficiou. E Jingola que tem um exército de diplomatas…
Está estendido ao comprido no chão. Por cima o anúncio de fundo branco com letras azuis. Governo da Província de Luanda, Direcção Provincial da Juventude e Desportos. As pessoas passam, raramente param, observando o jovem moribundo habituadas à morte que a todo o momento esperam. Como se renascessem de um imenso cemitério de mortos-vivos, para quem a morte nada significa. Observam e seguem caminho na direcção de qualquer porta, de qualquer lugar ou habitação, que na realidade são cemitérios. Milhares de restos mortais do apocalipse desta vida de Angola. O jovem ainda teve forças para olhar para cima e ler o anúncio de fundo branco com letras azuis.
Todos os aventureiros mundiais estão aqui.
A burocracia no aeroporto para levantar pertences pessoais, ou de empresas: Ninguém está interessado em desenvolver modernas técnicas para desalfandegar, ou facilitar os serviços de atendimento ao público. Primeiro, pela falta de conhecimentos técnicos. Um curso de informática ainda custa muito dinheiro. O reino Jingola não está para perder tempo com estas coisas, o que todos querem é sopas e descanso. Um computador ainda dá cabo da cabeça das pessoas, utiliza-se mais para jogos. Quem está há muito tempo numa máquina de escrever não vai querer um computador. Isso trás dores de cabeça. Mantendo a burocracia com uma resma de papéis, é o venha amanhã, venha depois, consegue-se cansar o cliente de tal modo, que ele começa a perceber que tem de entregar algum dinheiro pelo menos em três funcionários. Melhor ainda é enviar uma moça insinuante e sensual, dessas de mini-saia muito curta e fazer promessas que: logo vou ter contigo na tua casa.
Em mais um debate nacional, irracional, costumam utilizar a palavra bonita workshop para promover qualquer pessoa, que claro, vai facturar muito alto. Quem lucra com isso são sempre os mesmos. Creio que desde a independência já aconteceram milhares de circunstâncias idênticas. Nunca colhemos nada, porque nada teimosamente plantámos. Queremos colher antes de semear. E isso não resulta. Serve apenas para meia dúzia de iluminados.
Desta vez é sobre a habitação. Engendram uma projecção que ainda não aconteceu, nunca acontecerá. E depois, que devemos fazer assim, vamos fazer assim. Mas como?! Se já está tudo feito. Depois de tudo destruído, querem reconstruir. Uma torre, que se vai chamar torre do Carmo. Com cinco pisos subterrâneos, que deveria ser construída no vice-reino do Huambo, ou no Lubango. Pobres visionários, que nunca percorreram os caminhos do mundo.
Crédito à habitação com entrada elevada, pagamento em prestações em cinco ou dez anos. Tudo com o acórdão da especulação imobiliária.
O fascista e colonialista português, Salazar, construiu bairros para os de baixa renda. Com entrada inicial simbólica e pagamento em prestações durante vinte anos.
Ainda temos a aprender algo sobre os ditos bons ditadores. E que tal estudarmos o que faz o líder líbio Kadafi? Será que ele é o melhor líder mundial? E Fidel Castro? Não acham, que apesar das vicissitudes por que passamos, apesar de tudo, eles nos dão um bom exemplo de como evitar a fome? Vivam os reinos Petrolíferos!
Infelizmente os ditadores, quaisquer que sejam, não gostam de intelectuais. Mas a questão é não passar fome. É bom reconsiderar. Esta é a divisão do mundo actual, que nos leva às trevas medievais. Perdemos a capacidade de nos revoltarmos. A globalização controla os nossos passos e os nossos cérebros quando nascemos. Somos máquinas globalizadas, controladas. Perdemos a capacidade de decisão. Devido a isso já não conseguimos, como antes, espelhar a nossa revolta. Somos escravos das máquinas, dos robots. Finalmente conseguiram com que perdêssemos a nossa capacidade de decisão.
Pobres escravos, é o que somos. Temos que despertar do sono eterno a que nos querem conduzir. Por favor despertem!
Em Londres a polícia receia que hajam mais ataques bombistas. Vai ser muito difícil para a Europa livrar-se destes ataques. Será que vão ficar como o Iraque? Já nada me surpreende.
Quem não tem cão caça com gato. Quem não tem gato caça com rato. Quem não tem rato… não caça. (Provérbio urbano de Luanda)
O Cliente insiste em não me pagar. Está convencido que estou a fazer bluff. Vou aguardar mais dois ou três dias. Desta vez vou mesmo em frente. Já não suporto colonialistas. Ainda existe lei no país, caramba, não… não existe! Se o Marquês dos Cofres Gerais não ligar, então vou-me convencer de vez que o reino acabou.
Num engarrafamento de trânsito, a encher o depósito de combustível, para os que podem, a tentar namorar com a colega, com a vizinha, ou com a mulher do outro, sim, somos todos carentes, elas e nós, hoje mais do que nunca. Queremos amar, apenas amar, mas ninguém nos presta atenção. Elas pensam: «É, acho que esse é maluco.» As femininas esfomeadas desejam matar a fome abrindo as pernas, mostrando o triângulo desconhecido (?) sem bermudas. A fome acaba-se, não desgasta o triângulo. Antes de Deus já existia a ideia do seu desejo. Somos seres inúteis. Não fazemos nada. Até roubamos o que os animais produzem.
Em adultos temos que dormir oito horas. Quando acordamos não nos apetece sair da cama, e se fizer frio, prolongamos ao máximo a estadia no colchão. Lembramo-nos com terror que temos que ir trabalhar, senão não comemos. Trabalhar não… ajudar o patrão a roubar. Essa de que as empresas têm que ter lucro para sobreviverem é uma boa merda que inventaram. O patrão aparece com um carro de luxo, um avião particular, um iate. Esse gasto é dos trabalhadores. Os patrões não têm nada que gastarem os lucros nessas coisas, mas distribui-los pelos trabalhadores. Acabemos com a palavra trabalhador, operário. Pois, ele, o patrão, investiu, criou postos de trabalho. Mas ninguém pergunta, onde é que ele arranjou o dinheiro. Dizem que se fartou de trabalhar e ficou rico. Nada disso. Todos os trabalhadores têm direito a serem sócios de qualquer empresa no mundo. A palavra patrão tem que acabar. Tomemos o que é nosso.
Repito: somos seres inúteis. Não fazemos nada. Passamos o tempo na casa de banho. A vestir e a despir, a calçar e descalçar, a comer, a beber, a ver jogos de futebol, a lavar e a polir o carro. Gastando inutilmente água que deveria ser utilizada em campos de cultivo para a obtenção de comida saudável. Com tratamentos médicos contra as gripes e que a cada ano sempre aparece um novo vírus. Perdemos grande parte da nossa vida a experimentar um novo fato. Por isso Einstein só tinha três… todos iguais para não perder tempo na escolha.
Enterramos os nossos entes queridos e vinte e quatro horas depois já não nos lembramos deles. Tornámo-nos palhaços de um grande circo diário. Consumimos o tempo que nos resta nos e-mails. Para vermos a lixeira dos iguais ou piores que nós e que quase nunca nos enviam nada de interessante. Sumariamente enviam-nos uma desajeitada imagem de Jesus Cristo. Nunca pensaram no tempo que perdemos a abrir e a fechar portas? Sempre com medo dos assaltantes. Contem as vezes que abrem e fecham portas durante um dia. Não conseguimos efectuar o salutar acto sexual porque alguém nos bate à porta, ou o telemóvel toca. Pior ainda é quando ela ou ele diz: «Estou cansada!» «Estou cansado!» Quando apetece a um fazer amor não é possível porque o outro diz que está cansado. Não sabem viver. A vida acabou. Pobres seres humanos que não despertam. 
O patrão é um ditador, todos os patrões o são. Onde estão os comunistas? Será que desapareceram para sempre? Foram extintos? Ou tornaram-se patrões? Andar na moda. Para quê a moda? O que interessa é vestuário para o frio. No calor podemos e devemos mostrar a nossa nudez. Que nos interessa a moda do vestuário? Inventam cada coisa. Como o perder tempo numa festa. Na inutilidade do não conseguir derrubar os que nos oprimem. Milhões trabalham para meia dúzia de patrões. Estamos muito piores que no tempo de Marx nas fábricas da Inglaterra.
Temos que “destruir” os que nos querem exterminar. Ficaremos livres para sempre. São eles, os bancos, que apoiam a nossa miséria. Porque quem nos explora vem de lá, apregoando os valores democráticos deles. Que temos de ir para a frente com as máquinas deles, com a sua tecnologia, mas nós não precisamos disso para nada. Só nos enviam pedófilos, (com inumeráveis que já temos), cleptómanos, falsos engenheiros e doutores. Os que aqui chegam deviam fazer-lhes um exame psiquiátrico. Eles são quase todos doentes, dementes. Só enviam para aqui maníacos. Que o petróleo é importante para a nossa economia. É mas é para a economia deles.
Gastamos o tempo em compras e a fumar cigarros. A Igreja não consegue, pelo contrário, aumenta as nossas angústias. Nada nos resta porque não sabemos em quem acreditar. Continuamos como sempre na liberdade que nos prometeram. Vamos para o trabalho que não temos, regressamos… e é só.
O eterno problema do mundo é as mulheres?! Não, são os homens!
No futuro as mulheres alcançarão a liberdade total. Nelas se concebem os filhos com a nossa ajuda. No futuro os filhos nascerão em laboratórios sem mulheres. Nascerão perfeitos numa fábrica sem os inconvenientes genéticos da imperfeição. Os homens farão encomendas de mulheres que os amarão verdadeiramente. E as mulheres também. Com isto a maldade acabará para sempre porque todos nascerão perfeitos. O homem ou a mulher encomendarão o par dos seus sonhos, bebé ou adulto, que se fabricará rapidamente. Livre de maldades a humanidade triunfará. O ser humano atingirá a sua pretensão: Ser feliz para sempre.
Aventureiros de todo o mundo, bem-vindos a Angola. Este Governo saúda-vos!
O Bispo de Malanje disse que a Rádio Ecclesia para chegar a todo o país basta carregar no botão. Certo, mas falta carregar no botão da inquisição do MPLA.