sexta-feira, 27 de julho de 2012

FRASES CÉLEBRES. Quem é que inventou o Povo?


Abro o meu trabalho de hoje com a divulgação de três anúncios interessantes publicados no nosso Jornal de Angola do dia 06 de Julho de 2012.
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NOVA VIDA. COMUNICADO. Servimo-nos do presente para comunicar a todos os moradores, utentes, parceiros, prestadores de serviços diversos e colaboradores do consórcio Imogestim-Africon na Urbanização Nova Vida e não só, que as nossas actividades cessarão a partir de 30 de Junho de 2012, por caducidade do Contrato com o Ministério do Urbanismo e Construção através do Instituto Nacional de habitação. As questões relacionadas com o fornecimento, ligações, cobranças, avarias e gestão das redes de água e energia estão sob responsabilidade das empresas EPAL e EDEL. Para os demais serviços deverão solicitar orientação do Instituto Nacional da Habitação. Luanda, 28 de Junho de 2012. Os sócios. Imogestim SA Africon

Em Angola, a cada momento que passa, os nossos olhos e os nossos corações transbordam perenes de pranto e de infindável tristeza.
"A estupidez é infinitamente mais fascinante que a inteligência; a inteligência tem seus limites, a estupidez não!" (Claude Chabrol)
E da tal empresa de informática de que vos tenho falado, não dá para citar o nome, senão os mwangolés vão todos para a rua, é isso mesmo, mais dois portugueses estão a chegar, porquê? Porque os dois anteriores que conseguiram emprego, pretextaram o despedimento de dois “negros”, o que é já uma vulgaridade consumada, e assim já se podem mandar vir mais dois portugueses. Alerto para a gravidade da situação que se verifica em todos os sectores da vida nacional, para as consequências que isto acarreta para o Regime, e para Portugal, que apostou vender os empregos dos angolanos em troca de vulgares lavagens de dinheiro angolano em Portugal. E em Portugal tudo se compra, tudo se vende, em Angola também.
Se estamos constantemente a mudar de treinador na Selecção Nacional de Futebol, porque não mudamos de Poder? Com derrotas consecutivas e nenhuma vitória nos campeonatos nacionais da governação, porquê sempre o mesmo Poder?
“Quando perceber que, para produzir, precisa de obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negoceia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de si;  quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que a sua sociedade está condenada” – frase pronunciada em 1920 pela filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920)
Quem é que inventou o Povo?
Sair das drogas é muito difícil. Eu que o diga, pois que há quase quarenta anos ando drogado pelo mesmo Governo, e até agora não consegui abandonar esta droga. É mesmo extremamente difícil sair desta droga?
É mais que evidente que a presente situação se alicerça no facto da extrema dependência em relação aos estrangeiros. Tenho casos relatados por um amigo que trabalha com portugueses, simplesmente horrorosos. É que podemos falar de escravidão, porque por exemplo Portugal lava o dinheiro de Angola e em contrapartida recebe a invasão portuguesa. É por demais evidente que daqui surgem sempre os excessos: o meu amigo relatou-me que um engenheiro de informática português não sabia o que era uma penndrive. Sobre os chineses que até nos espoliam a água, acontece na Huíla, portam-se como imperialistas devido ao apoio chinês à nossa Nova Vida. Do Brasil? Basta ver o que lá acontece com a matança de Índios, e conseguiram bons investimentos, vão construir barragens, criar-nos problemas ambientais como lá fazem, é desalojamentos forçados, etc. Basta também ver que nenhum governo até agora condenou o massacre praticado nas manifestações na tentativa da instauração de outra Síria. Bom, com um governo recordista mundial do esbulho, os estrangeiros estão como peixes na água para nos neocolonizarem, o que acontece. Onde há extrema corrupção, há intensa escravidão. E Angola valoriza-se, é que Portugal, China, Brasil, etc, apoiam os desvios vultuosos do erário público, porque beneficiam com isso. Não existe justificação para um estrangeiro ganhar 10.000 ou mais dólares mensais e um angolano com a mesma categoria ganhar mil e quinhentos. Sei também que os portugueses usam o estratagema do tudo fazer para despedirem os angolanos para lá colocarem portugueses, casos já várias vezes denunciados. O caso da banca é um flagrante delito. Quando um governo depende de estrangeiros, os nacionais deixam de ser independentes e passam à dependência extrema. Evidentemente que num ou noutro caso há excepções, mas no fundo trata-se de paternalismos. Os contratos com as empresas estrangeiras não são do domínio público, são-nos impostos, daí nasce a discriminação. Até as terras os estrangeiros nos espoliam em conluio com a actual conjuntura. E muito, muito mais há para dizer. Com um governo neocolonial os nacionais são neocolonizados. Basta ver no fornecimento de água e energia eléctrica que nem sabemos o que isso é. Bom, e com a política do desemprego angolano em favor do estrangeiro, os assaltos multiplicam-se de tal modo que a todo o momento nos criam o clima de terror à espera de sermos assaltados.
Há por aí alguns vigilantes que escrevem a incitação do ódio, obedecendo às ordens superiores do castelo. A questão é muito fácil de deduzir. Como costumam terminar os que incitam ao ódio? Até conseguem transformar Angola numa vulgar república do ódio.
A incompetência da governação edifica a competência da destruição.
A LAC noticiou que em Luanda, outra vez e sempre outra vez, claro. Hoje, 27 de Junho, pela manhã, cinco assaltantes fortemente armados assaltaram o banco Sol no Kassenda. O banco foi devidamente limpo como mandam as regras dos bons assaltos. Seis milhões de kwanzas e vinte e um mil dólares. Balearam um segurança e colocaram o gerente como refém.
O mais importante é defraudar.
E o povo angolano está felicíssimo. De um momento para o outro abandonou a miséria, apenas em alguns dias, alguns meses, graças ao eterno e nosso clarividente Governo. Assim, com a entrada em vigor dos microcréditos, a população de Cabinda ao Cunene jamais voltará aos tempos da miséria. E todos felizes estaremos/ graças ao microcrédito a fome venceremos.
Dia e noite o angolano parte paredes, o chinês também, o português idem, o brasileiro ibidem, etc. Mas que bizarra lavagem de dinheiro nos proporciona a república de Luanda das paredes partidas.
A diferença que existe entre o actual período eleitoral e o anterior é a fraude eleitoral que é demasiado descarada.
A panela da democracia ferve no fogo da ditadura.
E o Poder está como uma fruta madura, só falta abanar a árvore.
Arrepiei-me quando ouvi o nosso ministro da Saúde, José Van-Dúnem, anunciar que a diabetes está a aumentar, o que é um facto porque conheço várias pessoas que de repente alguém me confessa que estão com diabetes. Mas que expiação a que o mwangolé está condenado. Só come coisas importadas, falsificadas, adulteradas, com prazos de validade expirados. Essas porcarias que andam por aí, como a Coca-Cola, a maionese, a mostarda, o vinho a martelo etc. O neocolonialismo impõe a dependência de tudo, incluindo é claro, os hábitos alimentares. Porque querem exportar, preferencialmente o lixo com a conivência dos nossos novos-ricos, porque facturar é preciso, e vale tudo, como na propaganda eleitoral do nosso minoritário. Mas, por acaso sabem os efeitos que a mostarda faz no nosso estômago? Não? Muito bem! Então, por exemplo, peguem numa moeda a mais velha possível, bem cheia de ferrugem, depois despejem uma porção de mostarda num guardanapo de papel, coloquem lá a moeda, embrulhem bem e deixem em repouso aí durante um ou dois minutos. Depois digam-me o que é que aconteceu à moeda.