domingo, 26 de agosto de 2012

O Cavaleiro Mwangolé e Lady Marli na Demanda do Santo Graal (31)



Felizes daqueles que quando crianças têm um avô que lhes guie, que lhes ensine a caminhar, a ensaiarem os primeiros passos. Mais tarde se recordarão e confessarão com orgulho que os seus êxitos, o serem afamados se deve aos ensinamentos, à protecção e segurança do avô, porque os caminhos futuros serão mais seguros.

Deus não necessita de homens que o representem na Terra.

É que as empresas construtoras que colhem a corrupção dos dólares petrolíferos trabalham de noite no fornecimento de betão. Ninguém consegue dormir. Dólares do petróleo, grande confusão, construção em vão.
Pois… tudo isto terminará fatalmente em grande confusão. Porque já as gentes rangem os dentes e esforçam os punhos. Eu não estou, ninguém está disposto a aturar este neocolonialismo descarado. Claro que acabará, tem que acabar no nivelamento das manifestações das multidões. Os povos dizem que aguardam o momento oportuno para o ajuste de contas.

O problema dos estrangeiros é que aqui chegados, portam-se como se Jingola fosse colónia. Dão-nos ordens, invadem-nos as casas e a privacidade. Tal como no Iraque, Afeganistão, e tudo o mais onde há ocupação… tornam-se vulgares assassinos que actuam impunemente, pois os poderes são marionetes que os cobrem, que os protegem. É assim que nascem Iraques e se extinguem Zimbabués.
Os estrangeiros usados como agentes do Poder fomentam o ódio, o racismo, a miséria, a fome, a opressão, a escravidão, o neocolonialismo. São inevitáveis os conflitos, os tumultos e o ódio ao outra vez invasor… analfabeto.
Se não produz mais nada, somente petróleo e diamantes, e insistir numa corte faustosa e de esbanjamento na desproporcional riqueza, é certeiro que o Poder Jingola… faliu.
E o petróleo e os diamantes apagaram o regime petrolífero.
É que isto não é para todos, é só para alguns… sempre os mesmos.

Sonho de uma noite neocolonial.
Só sede, escuridão e ganha-pão não. Governantes do petróleo e diamantes PCCA - Partido Comunista da China de Angola. Não sabemos se o Lorde vai vender Jingola aos chineses a prestações ou a pronto pagamento. Ou no todo em parte.

E se nenhum dos monstruosos exploradores internacionais é preso, julgado e condenado, é porque os governantes mundiais também fazem parte da mesma equipa.

Luz e água tá-se mal e não há ninguém para levar a tribunal.
Conseguiu-se um feito notável. Depois da luta de libertação, o colonialismo piorou. É mais atroz, mais feroz. Há um gosto mórbido em determinar, enquadrar miséria na população. E no antigamente havia um só colonialismo, agora são demasiados, nem dá para contá-los.
Colónia dos apagões de Luanda, ai este tango, este tango
O Governo Revolucionário de Jingola continua nos revolucionários apagões. Para que a noite fique mais escura, deu-nos um apagão, apagou-nos.
Constantemente surgem novas empresas, das novas fronteiras. Com o mercado saturadíssimo, como conseguem vender, sobreviver? Brutos subprimes escondem.
São os mesmos a governar, nada mudará, tudo piorará.

Já se avista a realidade, estamos a viver uma nova época, um novo renascimento.

Eis um país civilizado. Roncos aterradores de motos de dia, mas de noite são horríveis. Farras, música muito alta, a mostrar que tudo desaba.

Aventureiros climáticos, das construções e desconstruções.
Porcos que não acreditam que há uma força não humana que os julga e condena. Assenhoreiam-se dos bens terrenos, tudo lhes pertence, animado e inanimado. A Natureza não tem dono. A intempérie que se verifica actualmente é o julgamento final dos destruidores da vida mineral, vegetal e animal. 

A primeira coisa que as meninas aprendem é carregarem água nas cabeças.

Muito funji atrofia o cérebro. Fica pesado, sonolento. A vida pára. Depois dizemos que fomos enfeitiçados.

O velho dizia para não mexerem nas terras, para as deixarem como estão, porque quando as chuvas chegarem, tudo arrastarão.
Quando todos estiverem de acordo, é não confiar, algo desanda no ar como os bodes tresmalhados.
Este reino transformou-se numa grande cadeia montanhosa de lixo humano que não pára de crescer.
Em Jingola Jubila-se que tudo o que se constrói é uma proeza digna do ser humano. É pura mentira. As construções são destruições. O ser humano não constrói, destrói. Os prédios desabaram porque as mentes colapsaram.

Consigo ver o presente e antever o futuro.
Que estranho é o militar num partido político e só informar a mentira de que tudo está bem. E há bispos que apoiam.

A jovem vem de corpo ao léu, escapou do seu captor. Forçou as chapas de zinco que quase engolem a rua, numa mais histórica interminável obra a cargo de empresa não idónea. A jovem está em pêlo. Uma senhora compreensiva desenrasca-lhe uma saia. Os seios continuam nus, surpresos, cobiçados, outra vez no desespero. E a tia Teresa previne-se, ostenta aviso num cartão postado nos pacotes de bolachas: POR FAVOR! KILAPI NÃO!
Não há comida porque as inundações petrolíferas subiram os preços.
Quem aqui chega não é para ficar, para apoiar Jingola. O interesse é transferir para fora todo o dinheiro possível. Para quando chegar o momento indicado, bazar sem um adeus.
Onde se nada em ouro, muito ouro sobre azul, organizam-se caravanas garimpeiras.
As mulheres da limpeza varrem as ruas. Arrastam o pó acumulado das obras anárquicas, que sobe e se instala nas habitações, nos nossos pulmões. Varredura de transferir a poeirada lixenta da ditadura para outro pólo negativo. Tudo o que os Lordes disfarçados de seres humanos fazem é em vão.

Há coisas que me surpreendem, me embaralham, me deixam estupefacto. E desacreditam-me nas minhas convicções. Bom… quem não conhece a África, nela não se intrometa.
aprendi a amar, a falar com as plantas, com as árvores. Quem aniquilar árvores que seja condenado a plantá-las até ao fim da sua vida.
Há povos com intelecto só para dançar

Nunca conseguirei entender porque é que os Jingolas não apreciam bicicletas.
É mediocridade quando não se abordam questões com profundidade.
Quanto mais os políticos falam, mais são estudados e menos escutados. Muitas palavras muitos devaneios. Os cérebros dos ouvintes saltam para outra plateia, abandonam os políticos de corpo vertical e alma horizontal.